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		<title>tipoassim</title>
		<link>http://blogtipoassim.blog.terra.com.br</link>
		<description>Conhecendo Tipos</description>
		<language>pt-BR</language>
		<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
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			<title>Gaia parte II</title>
			<description>Tipo assim De onde surgiu a id&#233;ia de desenhar uma fonte de Dingbats? Ricardo Gomes&#160; Sempre que me perguntam isso, costumo dizer que as id&#233;ias n&#227;o &#34;surgem&#34;. Elas s&#227;o fruto de tudo o que vemos, ouvimos e lemos a respeito de um assunto espec&#237;fico e de temas relacionados. A realidade &#233; que, de tanto desenhar exaustivamente formas org&#226;nicas em meu projetos tipogr&#225;ficos anteriores, comecei a observar o modo de funcionamento pr&#243;prio daquelas formas e que elas poderiam se manifestar indepententemente dos signos do alfabeto. Me permiti um espa&#231;o para essa abstra&#231;&#227;o. Comecei a desenhar formais org&#226;nicas quaisquer, sem qualquer pretens&#227;o fugurativa, e aos poucos fui vendo que aquilo poderia dar samba. Com o tempo comecei a pensar em que tipo de uso aquilo poderia ter e decidi sintetiz&#225;-las em formas suficientemente simplificadas para a composi&#231;&#227;o de padr&#245;es de repeti&#231;&#227;o. As formas foram organizadas para que as rela&#231;&#245;es entre preto e branco se estabelecessem harmonicamente dentro delas mesmas e na rela&#231;&#227;o com seus pares id&#234;nticos repetidos na horizontal e na vertical. Posteriormente, essas formas foram organizadas nos caracteres tipogr&#225;ficos e em suas rela&#231;&#245;es m&#233;tricas, de modo que esses padr&#245;es pudessem se formar rapidamente utilizando o teclado. Tipo assim&#160; Qual a base te&#243;rica do desenvolvimento da Gaia? Ricardo Gomes Em uma situa&#231;&#227;o pragm&#225;tica de mercado, nem sempre um projeto passa por uma base te&#243;rica da maneira como estamos acostumados a entender, a partir de uma heran&#231;a Ulmiana. S&#227;o formas que podem ou n&#227;o serem aproveitadas por designers no desenvolvimento de outros projetos. Sempre penso na tipografia como uma ferramenta. Ela pode ser bastante espec&#237;fica e com quest&#245;es t&#233;cnicas de uso bastante complexas como, por exemplo, uma fonte para livro ou para jornal, ou pode passar simplesmente pela explora&#231;&#227;o da linguagem visual, como no caso da Gaia, que envolve outras quest&#245;es e outros crit&#233;rios de julgamento. Pelo fato de utilizar formas org&#226;nicas abstratas que remetem &#224;s formas encontradas na natureza, achei o nome adequado. Na verdade, nos meus projetos de tipos, geralmente o nome &#233; a &#250;ltima coisa que determino e sempre passo alguns bons dias refletindo a respeito. Levo muito em conidera&#231;&#227;o a for&#231;a gr&#225;fica e sonora do nome e o valor comercial que essa for&#231;a pode adquirir. Tipo assim&#160; Em que situa&#231;&#245;es de projeto voc&#234; imaginaria a Gaia sendo aplicada? Ricardo Gomes&#160; As possibilidades de uso, at&#233; pelo fato de n&#227;o ter pensado em nenhuma situa&#231;&#227;o muito espec&#237;fica, pode ser praticamente infinita. Imagino ela sendo usada ou como objetos gr&#225;ficos indiviuais, ou como padr&#245;es de repeti&#231;&#227;o. Pode ser usada em v&#237;deos, em embalagens, em revistas, em jogos, em websites, em materiais impressos diversos. Uma coisa que percebi em projetos anteriores &#233; que, por mais que eu pense em um tipo de uso espec&#237;fico, as possibilidades criativas dos designers que v&#227;o utilizar essas ferramentas sempre v&#227;o muito al&#233;m daquilo que pensei originalmente. Ent&#227;o essa acabou sendo a fonte em que menos me preocupei com isso. E tem dado certo. Tipo assim&#160; Como est&#225; sendo a aceita&#231;&#227;o da Gaia no mercado de fontes? Ricardo Gomes Publiquei a Gaia atrav&#233;s do MyFonts e, assim como aconteceu com minhas fontes anteriores, ela logo apareceu como destaque em um dos ve&#237;culos de comunica&#231;&#227;o desse canal de vendas, o newsletter Rising Stars (http://www.myfonts.com/newsletters/rs/200806.html). Isso fez com que ela vendesse muito bem e j&#225; est&#225; h&#225; umas duas semanas em 4&#186; lugar entre as mais vendidas de todo o acervo do MyFonts no &#250;ltimo m&#234;s (http://www.myfonts.com/bestsellers.html). &#233; claro que esse ranking &#233; bastante vol&#225;til e em breve n&#227;o dever&#225; mais estar l&#225;, pois nesse mercado de varejo, eles precisam estar sempre promovendo coisas novas. Mas fiquei muito satisfeito com o resultado. Ao mesmo tempo fui convidado a public&#225;-la na edica&#231;&#227;o desse m&#234;s de junho da revista alem&#227; Page (http://www.pege-online.de). Novas publica&#231;&#245;es est&#227;o vindo por a&#237;, em revistas bem conhecidas pelos designers gr&#225;ficos.      Agradecimentos do Bolg Tipo Assim ao designer de tipos &#160;Ricardo Esteves Gomes.</description>
			<link>http://blogtipoassim.blog.terra.com.br/gaia_parte_ii</link>
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			<title>Gaia Parte I</title>
			<description>Caros amigos a quem a tipografia fascina, ap&#243;s escrever sobre um tipo caligr&#225;fico, a Zapf Fino&#160;do ilustre Hermann Zapf, duas tipografias para t&#237;tulos, uma com e outra sem serifa, que foram a Trajan e a Cinquenten&#225;ria Helv&#233;tica, o &#250;ltimo post at&#233; ent&#227;o, abordava uma fonte para textos corridos, a Garamond.
Todas essas tipografias tem em comum serem tipos conhecidos e com m&#233;rito&#160;que j&#225; atravessam&#160;uns bons anos.
Para apresentar uma categoria que se diferenciasse das at&#233; ent&#227;o dissertadas, propus ao designer de tipos Ricardo Esteves, que comentasse um pouco sobre seu novo trabalho: A fonte Gaia.
&#160;Parte I
Tipo assim&#160;&#160; Fale um pouco sobre voc&#234; profissionalmente, forma&#231;&#227;o, atua&#231;&#227;o no mercado, trabalhos desenvolvidos: Ricardo Gomes&#160;&#160;&#160; Entrei na gradua&#231;&#227;o em Design da Universidade Federal do Esp&#237;rito Santo (Ufes) no in&#237;cio de 1999, integrando a segunda turma de um curso ainda em constru&#231;&#227;o. Eram poucos designers no corpo docente e isso nos obrigou a ter uma postura bastante ativa na nossa forma&#231;&#227;o - o que hoje, com um certo distanciamento, vejo como ponto positivo. Ainda durante a gradua&#231;&#227;o trabalhei como estagi&#225;rio com fun&#231;&#245;es de designer gr&#225;fico no antigo Centro de Comunica&#231;&#227;o e Design do Senai-ES, onde desenvolvia projetos voltados para a comunica&#231;&#227;o interna e externa da pr&#243;pria institui&#231;&#227;o. Foi uma boa escola paralela, pois l&#225; t&#237;nhamos bastante liberdade para propor coisas novas, em projetos de natureza diversa, indo de sinaliza&#231;&#227;o &#224; material promocional. Ap&#243;s esse per&#237;odo, que durou cerca de um ano, trabalhei como freelancer em parceria com alguns professores, principalmente em projetos editoriais - livros, revistas, cat&#225;logos, etc. Foi tamb&#233;m um per&#237;odo muito enriquecedor para minha forma&#231;&#227;o. No final de 2005 finalmente me formei, apresentando como trabalho de conclus&#227;o a primeira vers&#227;o da fonte Maryam e uma longa reflex&#227;o a respeito de seu processo de cria&#231;&#227;o. Meu interesse pela produ&#231;&#227;o tipogr&#225;fica surgiu ainda em 2001, quando trabalhava com Jarbas Gomes (hoje s&#243;cio do Studio Ronaldo Barbosa) e ele me apresentou uma s&#233;rie de fontes experimentais que estava desenvolvendo naquele momento, utilizando um software chamado Fontographer, que hoje j&#225; caiu em desuso. Ap&#243;s a conclus&#227;o da gradua&#231;&#227;o e pelo fato de meu trabalho ter sido bastante aclamado, achei que seria interessante dar continuidade ao projeto da Maryam para que pudesse virar uma fonte comercial. Esse processo de refinamento e amplia&#231;&#227;o dos caracteres para um padr&#227;o profissional durou mais um ano at&#233; que a fonte estivesse &#34;pronta&#34; para ser lan&#231;ada no mercado. Paralelamente a isso, me propus a ministrar, como professor volunt&#225;rio, uma disciplina experimental de design de tipos, que criei como uma optativa para curso de design da Ufes. A id&#233;ia era, a partir da experi&#234;ncia pr&#225;tica que estava tendo com o design de fontes, propor um espa&#231;o que pudesse preencher uma lacuna na forma&#231;&#227;o regular dos alunos. Pouco depois, acabei integrando o corpo docence como professor substituto - uma experi&#234;ncia que duraria at&#233; o final de 2007. Com o lan&#231;amento da Maryam no mercado internacional tive um retorno de uma propor&#231;&#227;o que eu jamais esperaria. Quase que subitamente, passaria da categoria de &#34;ilustre desconhecido&#34; para um &#34;jovem designer de tipos expoente do Brasil&#34;. Esse retorno de cr&#237;tica e de vendas me impulsionou para continuar trabalhando nessa &#225;rea e no mesmo ano lan&#231;aria ainda as fam&#237;lias Scrivano e Jana Thork, ambas obtendo semelhante resultado no mercado intrenacional. Com essa realidade profissional, percebo que estou me tornado cada vez menos designer gr&#225;fico e mais designer de tipos. No in&#237;cio desse ano de 2008 integrei a mais nova turma do Mestrado em Design na Esdi e me mudei para a cidade do Rio de Janeiro, onde estou desenvolvendo uma pesquisa cujo foco s&#227;o os processos de cria&#231;&#227;o de fam&#237;lias tipogr&#225;ficas na contemporaneidade.&#160;
Tipo assim&#160; O que s&#227;o Dingbats? Ricardo Gomes&#160; Dingbats, originalmente, s&#227;o ornamentos, flor&#245;es, ou temas figurativos que podem integrar a composi&#231;&#227;o tipogr&#225;fica. Em v&#225;rias fam&#237;lias tipogr&#225;ficas antigas, esses ornamentos eram integrados ao conjunto de caracteres como mais algumas alternativas formais para que o designer/tip&#243;grafo pudesse compor sua p&#225;gina. Com a tipografia digital, esse nome vem sendo usado para descrever qualquer tipo de arquivo de fonte que n&#227;o usa as conven&#231;&#245;es do albabeto, ou seja, que n&#227;o serve para ler e escrever. </description>
			<link>http://blogtipoassim.blog.terra.com.br/gaia_parte_i</link>
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			<title>Garamond</title>
			<description>Quem foi e o que fez Claude Garamond Nascido em 1490 na Fran&#231;a, Claude Garamond, contempor&#226;neo a Aldus Manutius, Leonardo da Vinci, e Henrique VII, foi um grande tip&#243;grafo e desenhou uma das fam&#237;lias mais leg&#237;veis, e de maior leiturabilidade, que levou seu sobrenome. Trata-se da tipografia mais redesenhada do s&#233;culo XX projetada para textos corridos. 

Matrizes originais da Garamond
Dentre todos os revivals da Garamond a que mais se aproxima da original, segundo Tom Carnasee e Baruch Gorkin &#233; a vers&#227;o da monotype, acredito, por&#233;m(em minha modesta opini&#227;o, ap&#243;s comparar mostras de impressos originais) ser a vers&#227;o da Adobe a que mais se pr&#243;xima do desenho do tipo em metal. A primeira interpreta&#231;&#227;o da Garamond, por Jean Jannon, foi, equivocadamente, atribu&#237;da ao pr&#243;prio Garamond e muitas outras fontes foram feitas baseadas nas matrizes de Jannon, mas o engano foi desfeito, posteriormente, pela pesquisadora Beatrice Warde. A tipografia, tamb&#233;m chamada de Old Style, e baseada nos tipos romanos, denotou uma mudan&#231;a na concep&#231;&#227;o da mancha gr&#225;fica, antes escura com as letras g&#243;ticas, agora arejada, embarcando na onda do renascimento. Garamond era, tamb&#233;m, considerado um excelente entalhador de matrizes de tipos e fazia essa tarefa para outros contempor&#226;neos franceses, como o c&#233;lebre editor Robert Estienne. Em1545 montou sua pr&#243;pria editora e projetou seu primeiro tipo para a edi&#231;&#227;o de Elegantarium Libros Laurentii Vallae, o que o fez conquistar o t&#237;tulo de tip&#243;grafo do rei franc&#234;s Fran&#231;ois I, para quem tamb&#233;m desenhou uma fam&#237;lia. Falecido em 1561, 16 anos depois seus tipos foram dispersos pela Europa, mas posteriormente ajuntados por Jacques Sabon chegando &#224; Alemanha tornando-se uma refer&#234;ncia na tipografia francesa e mundial. Compara&#231;&#227;o entre as principais fontes baseadas na Garamond segundo O livrotipografia comparada de Cl&#225;udio Rocha. 
Adobe Garamond Baseadas no tipo de Jean Jannon. a&#160; Miolo pequeno e remate final prolongado; g&#160; Orelha horizontal reta, sem curvas acentuadas, e arco arredondado; e &#160;Grande abertura e miolo pequeno; r&#160; Terminal curto e espora com corte reto. 
ITC Garamond Provoca uma mancha escura ao se compor texto com essa fonte devido a acentuada espessura dos tra&#231;os no desenho da letra. a&#160; O miolo segue forma de gota, e o gancho &#233; bem elevado em rela&#231;&#227;o ao&#160;&#160; bojo; g&#160; Orelha horizontal com corte inclinado e o arco &#233; expandido; e&#160; Miolo muito pequeno, grande abertura e fino arremate; r&#160; Terminal bem arredondado e espora com corte levemente arredondado.
Stempel Garamond Possui menores descendentes para se adequarem aos padr&#245;es gr&#225;ficos alem&#227;es, baseados nas propor&#231;&#245;es das blackletters. 

a&#160; Terminal com estilo caligr&#225;fico e remate direcionado para cima; g&#160; Orelha horizontal prolongada e eixo inclinado; e &#160;Miolo grande e espessura mais fina dos tra&#231;os ; r&#160;&#160;Tra&#231;o prolongado&#160;que liga a barra a parte final e arredondada do terminal. 
Berthold Garamond De modo geral possui um desenho mais alongado. a&#160; Miolo pequeno e de desenho muito semelhante a Stempel, por&#233;m com tra&#231;os atenuados; g&#160; Bojo bem menor que o arco e orelha horizontal reta com corte reto e bem prolongada; e&#160; Tra&#231;os sem muito contraste entre si; r&#160; Terminal n&#227;o muito arredondado e espora levemente encurvada. Simoncini Garamond Formas delicadas e vers&#225;teis, boas tanto para t&#237;tulos como para textos. Criam uma mancha de texto clara na p&#225;gina. a &#160;Miolo em forma de gota e terminal bem arredondada; g&#160; Orelha assim&#233;trica com corte formando um &#226;ngulo com o bojo; e &#160;Barra fina e remate de corte reto e inclinado; r&#160; Espora bem encurvada e o terminal possui a parte final direcionada para baixo. 
Monotype Garamond Preserva os aspectos do tipo original e &#233; o redesenho que mais se aproxima do original, de Claude Garamond, segundo Tom Carnasee e Baruch Gorkim. a&#160; Tra&#231;o cont&#237;nuo e bojo muito baixo em rela&#231;&#227;o a jun&#231;&#227;o; g &#160;Arco e bojo proporcionais e orelha assim&#233;trica com corte formando um &#226;ngulo com o bojo, por&#233;m com as extremidades suavizadas por curvas; e&#160; Miolo pequeno e remate com corte vertical; r &#160;Terminal arredondado com a parte final direcionada para baixo e espora muito encurvada. 
Classical Garamond Tra&#231;os mais duros e menos sutis a&#160; Remate curto e bojo de tra&#231;o mais espesso; g &#160;Orelha reta de corte vertical e eixo reto do bojo; e &#160;Corte do remate final inclinado e miolo pequeno; r&#160; Espora levemente encurvada e serifa larga. 
FB Garamond O tra&#231;o do desenho das letras &#233; de espessura bem fina o que proporciona uma mancha clara quando o texto &#233; composto. a&#160; Remate final fino assim como o terminal (barrigadefeituosa devido digitaliza&#231;&#227;o); g&#160; Alongada e com orelha curta; e&#160; Barra fina e abertura consideravelmente grande; r&#160; Serifa, larga, espora bem encurvada e terminal comprida com extremidade arredondada. Textos produzido para disciplina de Gr&#225;fica II, da professora Sandra Medeiros, na Universidade Federl do Esp&#237;rito Santo.
Bibliografia:
ROCHA, Cl&#225;udio. Tipografia Comparada.ROCHA, Cl&#225;udio. Projeto tipogr&#225;fico. 2&#186; ed. S&#227;o Paulo: Rosari, 2003. pp. 31, 94. HORCADES, Carlos. A evolu&#231;&#227;o da escrita: hist&#243;ria ilustrada. 1&#186; ed. Rio de Janeiro: Senac Rio, 2004, 128p. CARDINALI, Luciano. Letras que bailam. S&#227;o Paulo: Rosari, 2004. 
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			<link>http://blogtipoassim.blog.terra.com.br/garamond</link>
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			<title>Trajan</title>
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Data-se do ano 113 a inscri&#231;&#227;o comemorativa pelas vit&#243;rias do imperador Trajano contra os d&#225;cios. A inscri&#231;&#227;o que se encontra no foro Imperial em Roma &#233; de grande simplicidade e eleg&#226;ncia, tanto que fascinou durante s&#233;culos estudiosos e artista tais como Leonardo da Vinci , o cal&#237;grafo Edward Johnston e o tip&#243;grafo Frederic Goudy que chegou a desenhar uma vers&#227;o da Trajan. Esse tipo tem sua ascend&#234;ncia nas caixas-altas, de linhas retas, grande abertura e esculpidos em pedra utilizando-se de um cinzel e martelo na Gr&#233;cia antiga, e que posteriormente tornou-se o modo formal de escrita romano, a chamada Capitalis Quadrata, termo que indica letras versais cinzeladas em pedra. H&#225; uma vers&#227;o de Frederic Goudy e outra de Carol Twombly, pela Adobe. A deste &#233; sem d&#250;vida apaixonante devido sua clareza, sublime. J&#225; a de Goldy, em minha modesta, mas tamb&#233;m v&#225;lida opini&#227;o, n&#227;o possui a continuidade de tra&#231;os que a de Twombly, parece-me contida. 

A prefer&#234;ncia de alguns por esta fonte quando se quer dar um toque de eleg&#226;ncia, classe ou at&#233; seriedade a um projeto se deve ao grande equil&#237;brio existente nesse desenho. Uma harmonia, n&#227;o precisamente matem&#225;tica, que tr&#225;s serifas presas a haste por uma liga&#231;&#227;o prolongada, como se fosse cortada por uma grande circunfer&#234;ncia. Al&#233;m do fato das linhas verticais serem mais grossas, o que nos fazer perceber maior homogeneidade no todo do texto, pois tendemos a ver as linhas horizontais mais espessas. Na coluna de Trajano as letras das linhas mais altas possu&#237;am corpo maior para compensar a apar&#234;ncia menor, vista de baixo, caso tivessem corpo igual as demais. Foi considerada, tamb&#233;m, as posi&#231;&#245;es da luz durante o dia para se calcular a profundidade necess&#225;ria ao entalhamento, o que conferiria a real espessura &#224;s hastes, e brilho e sombra em posi&#231;&#245;es diferentes durante todo o dia.. Acredita-se que esse tipo romano tenha sido institucionalizado por Hollywood. Claro que isso &#233; um exagero, mas &#233; de se entender quando o vemos nos filmes, Uma mente brilhante, Eu sou a Lenda, Intelig&#234;ncia Artificial, Mem&#243;rias de uma Gueixa, O &#250;ltimo Samurai e Mar em F&#250;ria. Esses s&#227;o apenas os mais populares, a lista seria intermin&#225;vel se todos fossem aqui colocados. 
N&#227;o creio que haja uma explica&#231;&#227;o precisa para o uso extremo dessa fonte em filmes, talvez sua leveza e eleg&#226;ncia se tornem tamb&#233;m uma forma de neutralidade o que a faz se adequar aos mais diferentes projetos. Importa-nos por fim, saber que os tipos Capitalis Quadrata sofreram altera&#231;&#245;es ap&#243;s a queda do Imp&#233;rio Romano e adquiriram formas mais arredondadas e caligr&#225;ficas. Trata-se da Uncial, um tipo predominante na Idade M&#233;dia, sobre tudo no Imp&#233;rio Bizantino, e que tr&#225;s ao ocidente a heran&#231;a romana e a forma do que veio a ser as atuais caixas-baixas. Rocha, Cl&#225;udio, Projeto tipogr&#225;fico. 2&#186; Ed. S&#227;o Paulo: Rosari, 2003. Bringhurst, Robert, Elementos do estilo tipogr&#225;fico, 3&#186;Ed. S&#227;o Paulo Cosacnaify, 2005. http://tipografos.net/tipos/letra-dos-romanos-1.html http://exvertebrum.wordpress.com/2008/02/15/trajan-a-fonte-dos-filmes/ </description>
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			<title>Helv&#233;tica</title>
			<description>Essa com certeza &#233; um dos tipos mais usados e admirados pelos jovens designers. 
Criada em 1957 pelo su&#237;&#231;o Max Miedinger, baseada no tipo Odd-job Sanserif da Berthold Foundry ou Akzi&#172;denz Grotesk como &#233; conhecida em alem&#227;o, a Helv&#233;tia ou Neue Haas Grotesk (pois foi uma vers&#227;o nova da Akzidens, que pertencia &#224; fundi&#231;&#227;o Haas), teve seus direitos vendidos a fundi&#231;&#227;o alem&#227; D. Stempel AG, em 1961, e v&#225;rias fontes de pesos e inclina&#231;&#245;es diferentes foram desenhadas para complementar a fam&#237;lia. S&#243; ent&#227;o passou a se chamar Helv&#233;tica. Em 1982 foi relan&#231;ada como um novo desenho pela D. Stempel / Linotype, mais estruturada e coerente para o formato digital. A vers&#227;o foi chamada Neue Helvetica. Talvez esteja mesmo certo quem diz ser as atualiza&#231;&#245;es que a tornam sempre contempor&#226;nea a causa do sucesso dessa, n&#227;o deixando de ser, claro, uma caracteristicamente su&#237;&#231;a e fria. O projeto dessa fonte intencionava exatamente a neutralidade. Em um contexto p&#243;s-guerra a inten&#231;&#227;o era a de exatamente esquecer os tipos caracter&#237;sticos alem&#227;es que faziam recordar os horrores nazistas. Al&#233;m do mais a proposta de uma tipografia universal n&#227;o era nova, a Bauhaus j&#225; havia proposto isso. Devido essa neutralidade &#233; que seu uso &#233; questionavelmente satisfat&#243;rio nos mais diversos projetos. Afinal quem nunca viu estampado em corpos gigantes nos out doors , essa cinq&#252;enten&#225;ria tipografia. Outro uso comum desse tipo, no in&#237;cio da d&#233;cada de 60 foi em logo tipos, uma ironia, em um projeto que caberia um desenho tipogr&#225;fico &#250;nico, pois visa criar a identidade para uma marca, passou-se a usar desenfreadamente um tipo neutro, que representava o comum, mas , empresas como Lufthansa, American Airlines, BMW,dentre outras, n&#227;o pensaram assim. &#201; o tipo n&#227;o serifado mais usado e vendido da atualidade, e isso inclui, claro, as peseudo-helv&#233;ticas, imita&#231;&#245;es tais como Swiss, Geneve, Z&#252;rich, e a grande desgra&#231;a do meio universit&#225;rio: a ARIAL.( Fui enf&#225;tico quanto a essa &#250;ltima pois ainda n&#227;o consegui entender bem o fato de seu uso ser exigido pela Associa&#231;&#227;o Brasileira de Normas do Trabalho &#8211;ABNT- em trabalhos acad&#234;micos.) Como grande parte dos leitores deve saber o tipo pirata por &#250;ltimo mencionado foi encomendado pela Microsoft &#224; Monotype, em 1982. Para quem a Helv&#233;tica &#233; motivo de calafrios tipogr&#225;ficos, a Arial &#233; motivo para convuls&#245;es, tanto &#233; verdade que at&#233; mesmo a Microsoft percebeu isso e retirou (gra&#231;as) a Arial do Windows core fonts. O que pensar do uso indiscriminado, algumas vezes inadequado, de um tipo que atravessou meio s&#233;culo e ainda se mant&#233;m no mercado? Acredito que ainda falte uma cultura de conhecimento do valor da identidade de um desenho tipogr&#225;fico, mais ainda, apesar de ser mais difundido o trabalho de tip&#243;grafos que outrora ainda n&#227;o &#233; o suficiente para que se encomendar uma placa para uma barbearia, ou um an&#250;ncio publicit&#225;rio qualquer haja o cuidado de adequar ao projeto uma fonte que lhe seja coerente e diga mais sobre ele. http://www.tipografos.net/tipos/helvetica.html Cadernos de tipografia 1&#186;edi&#231;&#227;o 
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			<link>http://blogtipoassim.blog.terra.com.br/helvetica</link>
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