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Essa é uma tipografia de irrevogável seriedade e dedicação, além de ser um retrato do bom uso da tecnologia open type, pois nela existe diversidade de desenho de algunhas letras.
Lançada no mercado em 1998 por Hemann Zapf, tipógrafo e calígrafo Alemão, nasceu da proposta de David Siegel de produzir uma fonte de grande variação. Após embarcar, temerosamente, nesse projeto Zapf teve a idéia de se inspirar em manuscritos de seu caderno de esboços, feitos em 1944.

O texto caligrafado em seu caderno já servira de inspiração para fonte Virtuosa, todavia, esta, apresentava as restrições características dos tipos de metal, tais como na quantidade de ligaturas, e nos prolongamentos , conhecidos como swashes no inglês e caudais em nossa língua, que invadem o espaço da letra ao lado.
Apenas por meio de tecnologia digital seria possível produzir uma família com tamanha quantidade de caracteres e diversidade de famílias incluindo ornamentos, floreios e mãos indicativas. Na versão da Linotype são 4 fontes (Zapfino one, two, three e four) que para expressar o caráter de uma anotação pessoal podem ser misturadas manualmente.
Quando tudo parecia pronto David, por motivos pessoais, desistiu do projeto e Zapf ficou a ver navios.
Hermann Zapf apresentou, então, o projeto à Linotype, que se dispôs apoiá-lo.
A família até então lançada no intuito de ser impressa em corpos pequenos, foi um sucesso no meio publicitário e foi um sucesso em corpos gigantes. Foi, então, cogitada uma versão extra no formato Open type. Em 2004 foi lançada a versão ampliada e incluía agora um desenho negrito, chamado Zapfino Forte, e mais uma família com sombreamento que remetem aos tons claros e escuros feitos pela tinta no papel.

Zapf, Hermann, História de alfabetos. São Paulo: Rosari,2005.

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